15 de julho de 2011

 
Escolho meus amigos não pela ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
  A mim não interessam os bons de espirito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso.
  Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim, para isso, só sendo louco. Quero os santos para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela cara lavada e cara exposta.
  Não quero só o ombro e o colo, quero também a sua maior alegria, amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis e nem choros piedosos, quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade a sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que sua fantasia não desapareça.
  Não quero amigos adultos e nem chatos, quero-os metade infância e matade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que '' normalidade '' é uma ilusão imbecil e estéril. - Oscar Wilde

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